terça-feira, 2 de dezembro de 2008
O cinema nasceu com o propósito de registrar e documentar a sociedade moderna emergente do século XIX. Assim, haviam os que acreditavam que a nova arte não era arte, mas apenas mais um meio de análise científica. Com o tempo, outras formas de utilização dessa máquina escura foram inventadas, mas esta nunca deixou de ser utilizada pelo Estado como forma de dominação ideológica de massas.
Uma dessas formas foram os vídeos institucionais difundidos nas décadas de sessenta e setenta que alertavam sobre os novos inimigos da nação, em sua maioria, drogas e comunistas. Com o intuito de informar a população sobre diversos assuntos, a narrativa se utiliza de uma voz over, além de imagens e textos bem didáticos.
O documentário realizado se utiliza das técnicas vistas nestes vídeos para rever e dissecar este formato, ironizando-o por sua visão ultrapassada e missão um tanto massificante de educar a população. Os assuntos, escolhidos por seu senso comum, denunciam a banalidade do formato por seu costume de propagar verdades universais. Dessa forma, caminham contra as correntes dos novos modelos de educação que ensinam a questionar ao invés de se conformar, objetivo principal do processo de massificação.
Dividimos a direção do documentário entre os cinco membros do grupo de forma que cada um dirige ao menos um bloco. Os temas desse episódio são:
O Cabide, dirigido por Victoria Salles
O Carrossel, dirigido por Bruna Leonardi
O Esperanto, dirigido por Anna Carolina Francisco
As Frutas Secas, dirigido por Pedro Machado
O Joquempô, dirigido por Gabriel de Paula e Pedro Machado
O Televídeo, dirigido por Pedro Machado
Tipos de Nós, dirigido por Gabriel de Paula
O Secador de Mão, dirigido por Anna Carolina Francisco
A diferença entre pop-up, pop-art e popeye, dirigido por Gabriel de Paula
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